POLÊMICA SOBRE O POP (PODRE) CATÓLICO
Um texto de Elenilson Nascimento anda provocando a fúria dos católicos sem cérebro na rede. O texto “O Novo Rei do Pop Católico”, publicado no LITERATURA CLANDESTINA, em 07/03/09, e em diversos sites na rede, tem feito muitos carolas criticarem (sem refletir) os argumentos expostos, comprovando mais uma vez que religião nada mais é do que uma ferramenta para podar pensamentos e escravizar as massas. Todo mundo tem que pensar igual, agir igual, adorar essas músicas religiosas ridículas e amar o próximo enquanto ele estiver bem longe.
É fato que a mídia tem ajudado muito na evangelização dos povos, possibilitando que um número cada vez maior de fiéis tome conhecimento de (quase) tudo que acontece dentro das igrejas. Mas essas mesmas igrejas não estão alheias as vantagens e desvantagens advindas da comunicação globalizada. Na moeda da vaidade, além da “cara” existe também a “coroa”.
No texto, Elenilson chama o papa Bento XVI de “intragável, preconceituoso e nada popular RatOzinger” que com a sua “santidade” e influência – “farpas demagógicas” – tenta esconder os podres da Santa Igreja Católica, como as “bizarras e infelizes declarações do bispo Williamson, que negou o holocausto”. Além disso, artigo cita outros pecados da Igreja de Roma e argumentar que o padre Fábio de Melo nada mais é do que “mais um produto da Igreja para arrebanhar fiéis”, por causa do êxodo crescente do seu rebanho para igrejas evangélicas igualmente mercenárias. “O padre, belo, cabelos com reflexos dourados, cara com Botox, escritor, cantor, compositor e blogueiro Fábio Melo se apresentou no Wet´n Wild (Salvador- BA), para o show de lançamento do álbum intitulado “Vida” – com propaganda (toda hora) estrategicamente vinculada na Rede Globo”. Até a poeta Eliane Silvestre teceu algumas linhas sobre a tal polêmica:
“O Elenilson não critica tudo e todos à toa, apenas pelo prazer de falar mal... e, muitas vezes, com os óculos que usa, vê as coisas com cores mais fortes do que o são. Mas isto não o desmerece. Independentemente deste fato, que como cristãos deveríamos compreender, ele tem um olhar corajoso e necessário para desmascarar hipocrisias. A sociedade está cheia delas. Eu, ele e outros que pensam, analisam, também estamos cheios. São pessoas como ele que contribuíram para os avanços da humanidade em todas as áreas. Não foram os que aceitaram tudo. Se não tivesse um Thomas Elenilson Edison, que viu algo errado na escuridão da noite, não teríamos a lâmpada. Quando ele critica o que para alguns parece trazer as trevas, muitas vezes está trazendo a luz para que vejam um determinado assunto sob um outro prisma. Aliás, ainda sobre o Thomas Edison, era um menino agitado, perguntador e que se recusava a estudar as lições. Quanto dos dias atuais temos a agradecer a ele no que tange a tudo que suas invenções originaram?
Cresci na religião católica. Estudei em colégio católico. Trago boas lembranças no meu coração. Inclusive ainda me correspondo e encontrei recentemente com uma irmã salesiana que foi minha professora há mais de vinte anos. Conheci outras religiões no decorrer da vida. Achei a espírita a mais convincente. Assisto missa se tiver vontade. Vou a palestras espíritas e de outras religiões se o tema me agradar. Tudo isto porque hoje acredito que o contato é direto. Não tem intermediário. Não é o padre, o pastor ou o palestrante que me levará a Deus. Sinto Deus na natureza, nas pessoas, no meu coração, na vida que pulsa a cada instante. Não adianta frequentar um templo se no dia-a-dia suas atitudes não correspondem. Sinto-me em contato com algo superior a mim que pode a qualquer momento levar minha vida ou me trazer algo muito bom e inesperado. Tenho muito respeito pela fé de cada pessoa. Acredito que Jesus foi um espírito que nos deixou o melhor exemplo a seguir de caráter, de honestidade e tantas outras qualidades. Mas diante de todos estes fatos históricos lembrados aqui pelo xxxxxx não dá para admitir que seguidores do Cristo não tenham discernimento para, como ele próprio nos ensinou, separar o joio do trigo. Porque dois pesos e duas medidas? Porque o falso moralismo de não aceitar homossexuais e se fingirem de cegos para as situações de pedofilia e outras envolvendo padres? Porque há tanto desperdício em ostentação quando há tanta miséria no mundo? Porque tantas TVs veiculando programas que parecem vender Jesus e pessoas pobres, como já ouvi de uma diarista, dão o que não tem? E mesmo tendo sido desmascarado quando foi mostrado o império de uns que se beneficiam dos que tem fé, ainda assim conseguem cada vez mais seguidores?
Falta estudo, leitura, informação. Fé cega não presta. A quem entrou aqui desmerecendo o olhar critico do Elenilson pedirei a Deus em minha oração que os perdoe e que Deus me perdoe também se em algum momento cometi alguma injustiça. Todos nós desejamos um mundo melhor de paz. É possível se ouvimos o outro, pensamos, analisamos e emitimos com calma e educação nossa opinião.”
Contudo, vale lembrar que a mesma mídia e as mesmas pessoas que se dizem cristãs fervorosas que facilitam a divulgação da “Boa Nova” (Rm 10,16), entre os povos e nações é de certa forma, também responsável pela relativização e banalização da Fé na medida em que influencia grandemente na formação do pensamento, na opinião pública, usos e costumes, nem sempre de forma positiva, com responsabilidade, discernimento e coerência. Os benefícios dos modernos meios de comunicação aos ensinamentos da Igreja Católica são inquestionáveis, todavia, como diz o próprio texto de Elenilson, sem a graça, dom gratuito de Deus, de nada valerão. Mas vale ainda questionar o que esses padres-cantores-pop-stars estão fazendo em programas de TVs onde o que mais se vê são as calcinhas das dançarinas enfiadas na bunda!
fotos: reprodução
Marcadores: Jornalismo





0 Comentários:
Postar um comentário
<< Home